Basta os dois risquinhos rosas aparecerem na fitinha do teste de farmácia para que a primeira dúvida surja. Estou mesmo grávida?
Como fiz o exame num sábado, passei o fim de semana sem ter 100% de certeza. Tinha de esperar a segunda-feira chegar para fazer o exame de sangue (B-HCG). Enquanto o tempo passava, busquei pontos positivos para qualquer que fosse o resultado, para não haver nenhum tipo de decepção. Segunda-feira no começo da tarde, fui ao laboratório.
O resultado estava programado para ficar pronto às 19h, mas às 17h15min recebi uma mensagem no celular avisando que já estava disponível. Estava louca para acessar o site no mesmo instante, mas, como estava no trabalho e não queria que a novidade se tornasse pública tão rapidamente, entrei na página e fechei sem conseguir ter realmente certeza.
Por sms, avisei a única pessoa que sabia que eu tinha feito o teste (o talvez futuro papai) e pedi que verificasse. Em minutos, veio a confirmação. A mensagem dizia apenas: Vi o resultado, agora já eh. Hehe... Estou com dor de barriga.
- Estou grávida. E agora? - pensei.
Não tive dor de barriga, mas ouvia esta pergunta repetidamente na minha cabeça desde que o Jean me deu a confirmação. Num primeiro momento, fiquei muito mais assustada do que feliz, apesar de não ter sido acidente nem imprevisto. Mesmo assim, demorei a encontrar respostas para tantos questionamentos. Com o B-HCG positivo, uma lista de perguntas surgiu na minha mente:
- Era isso mesmo que eu queria?
- É a hora certa de ter um filho?
- Vou ter condições financeiras, paciência e tempo para cuidar de um bebê?
- E se de repente meu relacionamento que já dura mais de década acabar?
- Quando eu tenho que contar para as pessoas?
- Para quem eu conto primeiro?
- Por que não estou tão radiante como achei que estaria ao saber da gravidez?
- Vou poder continuar viajando todos os anos?
Eu já tinha me feito todas essas perguntas antes, no entanto, no momento em que soube da gravidez me senti meio inconsequente, irresponsável, apressada. E estampei isso no meu rosto. Tanto que logo que cheguei em casa ouvi a seguinte frase:
- Achei que você fosse ficar mais feliz.
A preocupação só começou a dar lugar à alegria de ser mãe uns dias depois, quando fiz o primeiro ultrassom e ouvi o coração do babyzinho bater. Apesar de minúsculo - 1,46 cm comprimento -, meu filhote exibiu muita força: 150bpm. Em vez de chorar (como ocorre com a maioria das mulheres), apenas ri ao ouvir os batimentos.
Aos poucos, fui me acostumando e me adaptando à ideia, mas acho que levei uma semana para decidir divulgar a novidade. Também tinha um certo receio da reação das pessoas. No site Nascer em Casa , mantido pela ginecologista e obstetra Veruska Gromann, encontrei um artigo da jornalista Cláudia Rodrigues, que fala justamente dos sentimentos ambivalentes na gestação. Ufa! Os sentimentos contraditórios são perfeitamente normais e positivos.
Agora já estou cheia de encantamento e me preparando fisica e psicologicamente para que tudo corra bem daqui pra frente. Só tenho um receio, que o tempo passe rápido de mais até março.

A o tempo vai passar sim, voandoo! ehehe.. experiencia propria =D
ResponderExcluirDúvidas, medos, receios que já já vão dar lugar a tanta, mas tanta felicidade que parece que nem cabe dentro da gente... Os próximos meses despertarão em vc o seu melhor... e é exatamente isso que este babyzinho que está aí cheio de força representa... o seu melhor...
ResponderExcluirFelicidades mil ao melhor que temos em nós... nossos babies!