sábado, 30 de julho de 2011

Hora de ser mãe

Hoje faz 14 dias que acordo e vou dormir sabendo que daqui pra frente minha vida (e a do Jean também) nunca mais será a mesma. A partir de março, vai ser mais complicado aceitar convites de última hora, embarcar repentinamente em viagens que nem haviam sido programadas, sair de casa de mãos vazias a qualquer momento do dia ou da noite e sem hora pra voltar, ignorar a conta bancária zerada ainda na metade do mês e cumprir todas as tarefas do dia em 24 horas. Mesmo assim, algo me diz que não me arrependerei.

Meu baby foi desejado e planejado. Mas admito, ter um filho nem sempre foi um desejo meu. O tempo e a idade mudaram isso. Quando a gente é criança, acha os bebês bonitinhos; na adolescência, não suporta ouvir um chorinho sequer, jura que nunca vai ter filho e sai de perto de qualquer mulher com criança de colo; na época da faculdade, ter um bebê continua em último plano; quando a vida profissional realmente começa e se conhece profissionais que já tiveram crianças e conseguem dar conta de tudo, a ideia de ser mãe deixa de ser um fantasma, mas ainda é algo para a próxima década.

Mas de repente, quando as amigas e cunhadas que a gente mais ama engravidam, o nosso próprio desejo começa a ser lapidado. Pode ocorrer aos 20 anos ou à véspera dos 30, como no meu caso. Mais do que querer compartilhar com as amigas este novo momento, devagarinho a gente passa a querer sentir na pele tudo o que elas sentem. É o instinto que desabrocha e nos faz sentir vontade de experimentar novas descobertas e manter a mesma cumplicidade com quem agora está um estágio à nossa frente.

E assim, a hora de ser mãe um dia chega. Vem naturalmente e transforma nossas emoções, deixando a vida mais intensa e colorida. São estes sentimentos inéditos e as delícias e aflições que gerar um baby desperta que quero compartilhar por meio deste blog, com quem já teve um filho, sonha em ter ou ainda acha que jamais terá.