sábado, 24 de dezembro de 2011

De férias com um bebê na barriga

Único mimo que trouxe da Europa (e que comprei até agora) para filhinha


Depois de quase três meses ausente deste blog, finalmente sobrou um tempinho para contar um pouco mais sobre como é estar grávida. Em resumo, as últimas 30 semanas (socorro, passa muito rápido) foram uma delícia. A barriga cresceu, o ponteiro da balança subiu, mas, mesmo assim, a sensação de carregar um bebê no ventre tem sido de imenso prazer. E não me impediu de fazer nadica de nada.

Em novembro, depois de cancelar repentinamente as passagens que compramos para férias no Recife, Jean e eu embarcamos para a Europa. Grávida de 23 semanas, encarei as 12 horas de avião até Frankfurt numa boa. O desconforto foi o mesmo de uma pessoa não grávida: banco apertado, voo lotado, comida razoável e uma certa pressão no ouvido.

Nos 25 de viagem, fiz absolutamente tudo o que faria sem a filhinha na barriga. Andei longas horas, carreguei dia sim dia não uma mochila de 13 quilos nas costas, dormi tarde, acordei cedo, passei frio, encarei locais lotados de turistas, dormi em quartos de hostel com um monte de gente desconhecida, provei pratos diferentes, chorei de emoção e me diverti muito. Até champagne (legítima) no alto da Torre Eiffel eu tomei. Um golinho só, pra brindar o amor, os amigos, à família e às viagens.

Por precaução, antes de viajar pedi um atestado médico para apresentar às companhias aéreas e comprei remédios para azia e dor. Felizmente, voltei sem ter precisado tomar nenhum deles. Também não tive enjoos, inchaço nem sono de mais. Claro, ao final do dia, estava sempre cansada e com um leve desconforto no calcanhar. Acredito que o peso extra, associado às caminhadas diárias de cerca de 10 quilômetros, exigiu bastante dos meus pés. Mas bastava uma boa noite de sono (e como tenho dormindo bem durante a gestação!) para me recuperar da aventura que foi desbravar mais um pedacinho do mundo.

E com minha babyzinha na barriga, desfrutei sem culpa e sem preocupações da viagem que não tivemos nem tempo de programar. Fiz planos de voltar a alguns dos lugares que visitamos (Frankfurt, Praga, Cracóvia/Auschwitz, Varsóvia, Berlim, Amsterdã e Paris) quando a Liz (sim, este é o nome dela) estiver grandinha o suficiente para entender o que os livros de História e Geografia não contam, o que a TV e a internet não mostram e o que as fotos não transmitem. Quero que ela veja o mundo como ele realmente é, sem as fantasias das revistas de turismo, mas com a emoção e o drama que está em cada esquina, em cada olhar. Quero que ela sempre volte para casa, sem presentes nem sulvenires. Só desejo que traga na babagem o que nem Mastercard pode pagar. E isso, só quem se entrega a conhecer o mundo sem preconceito nem arrogância sabe o que é.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

It's a girl!


A ansiedade dos últimos dos dias se foi hoje de manhã assim que entrei no consultório para fazer mais um ultrassom. Mais do que descobrir o sexo, queria ter a certeza de que tudo está correndo bem com meu filhote. O médico mediu cabeça, barriguinha, me mostrou o estômago, o coração e a bexiga e, de repente, disse:
- É uma mulher!
Fiquei calada por alguns instantes enquanto tentava entender como ele viu que terei uma baby girl. Continuei muda enquanto ele media e me mostrava o fêmur, os bracinhos, os cotovelos, a boquinha, o rostinho de perfil. Depois de ouvir o coração, ele voltou novamente a me mostrar o corpinho do bebê. Disse que já mede 20 centímetros (e nem ocupa tanto espaço dentro de mim ainda) e pesa 173 gramas (menos que um pacotinho de queijo fatiado). Aproveitei e perguntei:
- Como o senhor consegue ver o sexo?
Objetivo, ele respondeu:
- Porque estou bem no meio das perninhas e não tem nada aqui (se fosse menino, daria pra ver o peruzinho).
Eu tinha a sensação de que seria um menino (assim como 99% das pessoas ao meu redor), mas fiquei muuuuuito feliz em saber que é uma molequinha. Pelo menos já temos ideias de nomes. O Jean, que sempre falava em menino, também parece ter gostado da novidade.
Sai da clínica feliz e vendo tudo bem mais cor de rosa, apesar do dia cinza que faz la fora.

domingo, 18 de setembro de 2011

A barriga cresce e a expectativa também

Tenho muito receio que as 40 semanas de gestação (agora só me restam mais 23) passem rápido demais que me esforço para mandar qualquer sinal de ansiedade embora. Porém, à medida que a barriga cresce (tem gente que jura que eu não tenho barriga ainda, mas eu sinto ela se desenvolver um pouquinho a cada dia) aumentam também os pensamentos sobre o baby, sobre o parto, sobre ser mãe. Tudo ainda é muito novo e meio confuso até. Mas bem divertido.

No momento, a maior expectativa é para descobrir o sexo. O ultrassom está marcado para sexta-feira. As pessoas ao meu redor estão muito mais curiosas do que eu. Também quero saber, para poder logo definir o nome e começar a pensar no enxoval, mas o que me deixa tranquila (e muito feliz) mesmo é saber que o filhote cresce saudável.

Na última consulta de pré-natal, o coraçãozinho bateu novamente a milhão, o que é ótimo. O babyzinho agora já ocupa bem mais espaço no meu corpo. Posso sentí-lo pertinho do umbigo. Na hora do banho e antes de dormir, capricho na massagem e na conversa para entrar em sintonia com minha miniatura de gente. Além de sentir o toque, agora ele já escuta.

Até o dia 8 de setembro, eu estava com 50,4 quilos. Desde o começo da gravidez, engordei cerca de 2 quilos. A previsão é que até o final eu tenha aumentando entre 8 e 12 quilos. Se eu tiver a sorte da minha mammy, que engordou apenas 7 quilos quando estava grávida de mim, ficarei bem contente. Mas, se eu ganhar uns quilos a mais, a malhação apenas terá de ser um pouco mais forte depois que o baby nascer.

domingo, 28 de agosto de 2011

Presente de aniversário

Meu baby já está com todo o corpo formado. Com 13 semanas, mede pouco mais de seis
centímetros e tem a cabeça meio grande ainda, mas já deixou de ser apenas uma manchinha, como a que vi no ultrassom de sete semanas. Ele se parece cada vez mais com um ser humano, como mostra a imagem abaixo do Baby Center.

O baby já tem pernas, braços e dedinhos com impressões digitais. O coração bate forte - 154bpm, e ele reage quando o aparelho do ultrassom encosta na minha barriga. Também começa a fazer movimentos com a boca que o preparam para a hora de mamar. Ao que tudo indica, cresce saudável. No ultra que fiz dia 18, quando completei 30 anos, o resultado da translucência nucal foi um verdadeiro presente de aniversário.

O risco de meu bebê nascer com alguma alteração cromossômica, como Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 em 626, média considerada baixíssima. Para chegar a este dado, o médico calcula a quantidade de líquido na nuca do bebê. Quanto menor o percentual, melhor. Do babyzinho deu 0,9cm.

Este exame deve ser feito entre a 11ª e a 13ª semana de gestação. Confesso que estava apreensiva antes do ultrassom, afinal, tudo o que uma mãe sempre quer é ter um filho saudável. E felizmente saí da clínica aliviada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O corpo sente

Médicos e especialistas concordam que a gravidez começa bem antes da concepção, ainda quando surge a vontade de ser mãe. No entanto, é so a partir do momento que o corpo começa a dar sinais da transformação que a mulher se sente realmente grávida.

Para muitas pessoas, o enjoo é o primeiro sinal. Para mim, foi a cóliquinha diferente da habitual, os seios sensíveis e uma espécie de cãimbra e contração no baixo ventre quando tossia ou levantava rápido da cadeira. Vieram também alguns momentos de ânsia de vômito, que sempre foram comuns na minha rotina. Tudo tão suave, que quem não conhece bem o funcionamento do próprio organismo poderia nem ter se dado conta.

No dia seguinte à confirmação, vomitei logo depois de acordar e tomar dois copos de água. Como diz o Jean, foi efeito psicológico, talvez uma reação à notícia, já que até então os sintomas da gestação quase passaram despercebidos.

No mais, estas 10 primeiras semanas de gravidez estão sendo bem tranquilas. Não tenho mais sono que o habitual (só por volta das 18h30min, quando estou no trabalho, dou uns bocejos a mais) e nem me sinto mais cansada, tanto que pude manter todas as minhas atividades normalmente.

Tenho um pouco mais de fome pela manhã. Além de uma fatia de pão ao acordar com chá ou Toddy, o corpo pede uma fruta ou iogurte por volta das 10h. À tarde, também acabo comendo mais vezes, mas, por enquanto, não creio ter aumentando a quantidade.

A barriga ainda não está aparente, mas, ao passar a mão, já consigo sentir uma bolinha no baixo ventre, sinal de que o baby está crescendo. No site Brasil Baby Center tem um vídeo bem legal de como ele vai se desenvolver nas próximas quatro semanas.

Por enquanto, a única coisa que realmente me incomoda é a tal da prisão de ventre (muito comum na gravidez, principalmente em que já tinha o problema, segundo sites, blogs e livro que li). Normalmente, acordo com a barriga retinha, mas à noite ela geralmente está muuuito inchada, principalmente ao redor do umbigo. E não há massagem que resolva. Minha esperança é que isso passe a partir da 12a semana. Li que há um remédinho indicado especialmente para isso, mas gostaria de não precisar tomá-lo e nem sei se minha ginecologista receitaria. Mas, na falta de opção...


terça-feira, 9 de agosto de 2011

As sensações de estar grávida

Jantar sozinha, ir ao cinema sem ter companhia e frequentar a academia sem uma amiga ao meu lado nunca foram problemas para mim. Mas só agora que estou grávida percebo que, mesmo desacompanhada, nunca estou só. Sei que pode parecer meio clichê, mas é a mais pura verdade. E a sensação é tão boa, que chego a me preocupar de querer ficar tão comigo mesma, neste mundinho que, neste momento, é só meu.

Nunca uma caminhada matutina na praia havia me deixado tão satisfeita como ocorreu no fim de semana. Desejei que fosse verão (isso é raro) para tomar banho de mar, tive vontade de dizer bom dia e sorrir para cada pessoa que cruzou comigo nas areias de Perequê e me encantei ao ver gaivotas disputarem um peixe recém-pescado. Por alguns instantes, desejei que o tempo parasse só para eu poder continuar apreciando o sol reluzindo no oceano.



Esta minha vontade de estar cada vez mais em sintonia com a natureza só tem uma explicação: o desejo de que os próximos meses sejam zen, felizes e que a gestação e o nascimento (ainda é bem estranho pensar nisso) do meu baby ocorram da forma mais natural e saudável possível.

Por enquanto, não me sinto mais dengosa, emotiva nem com os nervos à flor da pele. Mas antes de saber que estava grávida, tive uns momentos de grosseria e sobrou até para o porteiro do jornal (ok, não costumo ser grossa com as pessoas, mas gravidez não é desculpa para isso, né? Que feio!).

No mais, só me lembro de sensações boas. A única coisa que me incomoda um pouco é o inchaço, que já está fazendo a minha barriga aparecer. Mas isto é assunto para o próximo post, sobre as sensações fisiológicas da gravidez.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estou grávida. E agora?

Basta os dois risquinhos rosas aparecerem na fitinha do teste de farmácia para que a primeira dúvida surja. Estou mesmo grávida?

Como fiz o exame num sábado, passei o fim de semana sem ter 100% de certeza. Tinha de esperar a segunda-feira chegar para fazer o exame de sangue (B-HCG). Enquanto o tempo passava, busquei pontos positivos para qualquer que fosse o resultado, para não haver nenhum tipo de decepção. Segunda-feira no começo da tarde, fui ao laboratório.

O resultado estava programado para ficar pronto às 19h, mas às 17h15min recebi uma mensagem no celular avisando que já estava disponível. Estava louca para acessar o site no mesmo instante, mas, como estava no trabalho e não queria que a novidade se tornasse pública tão rapidamente, entrei na página e fechei sem conseguir ter realmente certeza.

Por sms, avisei a única pessoa que sabia que eu tinha feito o teste (o talvez futuro papai) e pedi que verificasse. Em minutos, veio a confirmação. A mensagem dizia apenas: Vi o resultado, agora já eh. Hehe... Estou com dor de barriga.

- Estou grávida. E agora? - pensei.
Não tive dor de barriga, mas ouvia esta pergunta repetidamente na minha cabeça desde que o Jean me deu a confirmação. Num primeiro momento, fiquei muito mais assustada do que feliz, apesar de não ter sido acidente nem imprevisto. Mesmo assim, demorei a encontrar respostas para tantos questionamentos. Com o B-HCG positivo, uma lista de perguntas surgiu na minha mente:
- Era isso mesmo que eu queria?
- É a hora certa de ter um filho?
- Vou ter condições financeiras, paciência e tempo para cuidar de um bebê?
- E se de repente meu relacionamento que já dura mais de década acabar?
- Quando eu tenho que contar para as pessoas?
- Para quem eu conto primeiro?
- Por que não estou tão radiante como achei que estaria ao saber da gravidez?
- Vou poder continuar viajando todos os anos?

Eu já tinha me feito todas essas perguntas antes, no entanto, no momento em que soube da gravidez me senti meio inconsequente, irresponsável, apressada. E estampei isso no meu rosto. Tanto que logo que cheguei em casa ouvi a seguinte frase:
- Achei que você fosse ficar mais feliz.

A preocupação só começou a dar lugar à alegria de ser mãe uns dias depois, quando fiz o primeiro ultrassom e ouvi o coração do babyzinho bater. Apesar de minúsculo - 1,46 cm comprimento -, meu filhote exibiu muita força: 150bpm. Em vez de chorar (como ocorre com a maioria das mulheres), apenas ri ao ouvir os batimentos.

Aos poucos, fui me acostumando e me adaptando à ideia, mas acho que levei uma semana para decidir divulgar a novidade. Também tinha um certo receio da reação das pessoas. No site Nascer em Casa , mantido pela ginecologista e obstetra Veruska Gromann, encontrei um artigo da jornalista Cláudia Rodrigues, que fala justamente dos sentimentos ambivalentes na gestação. Ufa! Os sentimentos contraditórios são perfeitamente normais e positivos.

Agora já estou cheia de encantamento e me preparando fisica e psicologicamente para que tudo corra bem daqui pra frente. Só tenho um receio, que o tempo passe rápido de mais até março.